Sintomas característicos Os principais sinais incluem dor na parte baixa do abdômen, na região da virilha ou na origem dos músculos adutores (parte interna da coxa). A dor geralmente começa leve e piora progressivamente com a atividade física. Pode haver dor ao realizar abdominais, ao chutar, ou até mesmo ao tossir e espirrar. A rigidez matinal e a dor ao levantar-se após ficar sentado também são comuns.
Diagnóstico preciso O diagnóstico é complexo e depende de uma avaliação clínica detalhada para diferenciar a pubalgia de outras causas de dor na virilha, como hérnias inguinais, lesões do quadril (Impacto Femoroacetabular) ou problemas na coluna. A ressonância magnética é o exame de escolha, pois pode mostrar sinais de inflamação no osso (osteíte púbica), inflamação nos tendões adutores ou lesões na inserção dos músculos abdominais.
Tratamentos disponíveis O tratamento é quase sempre conservador e focado em corrigir a causa do problema. Isso inclui repouso das atividades que causam dor e um programa de fisioterapia específico para reequilibrar as forças musculares, fortalecendo o “core” (abdominais, lombar e glúteos) e alongando os adutores. Medicamentos anti-inflamatórios podem aliviar os sintomas na fase aguda. Em casos de dor persistente, procedimentos intervencionistas como infiltrações de corticoides podem ser usados para reduzir a inflamação e permitir o avanço da reabilitação.
Reabilitação e acompanhamento A reabilitação é a pedra angular do tratamento da pubalgia e exige paciência, pois pode ser um processo longo. O objetivo é restaurar o equilíbrio muscular e preparar o atleta para o retorno gradual ao esporte. A prevenção de recorrências é feita através da manutenção desse equilíbrio de força. A cirurgia é uma opção rara, reservada apenas para casos crônicos que não respondem ao tratamento conservador por um longo período.