TENDINITE GLÚTEA

A dor na lateral do quadril, por muito tempo atribuída apenas à bursite, tem como causa principal a tendinite dos músculos glúteos. Essa condição, tecnicamente chamada de tendinopatia glútea, ocorre quando os tendões dos músculos glúteo médio e mínimo, responsáveis por estabilizar a bacia, ficam inflamados ou desgastados. Essa região é crítica para a sustentação do corpo e para a locomoção. Quando inflamada, pode comprometer seriamente a mobilidade, exigindo tratamento focado na causa do problema.
A condição surge principalmente por fraqueza muscular e sobrecarga repetitiva. Outros fatores de risco incluem alterações na biomecânica da marcha, sedentarismo e desequilíbrios musculares. Em mulheres acima de 40 anos, a incidência é maior, possivelmente por fatores anatômicos e hormonais. O tratamento é direcionado para aliviar a dor e, fundamentalmente, corrigir a fraqueza que originou a lesão.
Sintomas característicos Os principais sinais incluem dor pontual na lateral do quadril (na região do osso trocânter), dificuldade para deitar sobre o lado afetado e dor que piora ao subir escadas ou levantar-se após um longo período sentado. Muitas vezes, a dor pode irradiar pela face lateral da coxa, chegando até o joelho, e pode causar mancar durante a caminhada.
Diagnóstico preciso O diagnóstico é feito por meio do exame clínico, com testes específicos para avaliar a força da musculatura glútea, e confirmado com exames de imagem. O ultrassom é muito eficaz para visualizar a inflamação e o estado dos tendões, enquanto a ressonância magnética oferece detalhes precisos sobre a integridade dos tendões, a presença de rupturas e descarta outras possíveis lesões na articulação.
Tratamentos disponíveis O tratamento costuma ser conservador, focando em corrigir a causa do problema. A principal abordagem inclui um programa de fisioterapia para fortalecimento específico dos músculos glúteo médio e mínimo e correção de padrões de movimento. Em casos de dor persistente, a terapia por ondas de choque e procedimentos intervencionistas, como infiltrações, podem ser considerados para acelerar a regeneração do tendão e aliviar a inflamação.
Reabilitação e cuidados pós-tratamento A reabilitação é a parte central do tratamento. A fisioterapia não só alivia a dor aguda, mas é essencial para corrigir os desequilíbrios que causaram a lesão, prevenindo a sua recorrência. Após a melhora da dor, o fortalecimento contínuo e a manutenção de uma boa biomecânica são fundamentais para a recuperação completa e para evitar que o problema retorne no futuro.
A tendinite glútea representa um desafio importante na ortopedia, principalmente pela alta frequência com que afeta a população e pelo impacto funcional que causa. O diagnóstico rápido, o foco na reabilitação e no fortalecimento muscular são fundamentais para o sucesso do tratamento.
Com os cuidados corretos, é possível recuperar a mobilidade, aliviar a dor e garantir mais qualidade de vida aos pacientes. A prevenção deve ser valorizada como forma de reduzir a incidência dessa lesão e preservar a independência funcional dos indivíduos.