Sintomas característicos Os principais sinais incluem dor na região da virilha que pode irradiar para a face interna da coxa e joelho, além de rigidez articular, especialmente ao acordar ou após longos períodos de repouso. O paciente frequentemente nota dificuldade para realizar tarefas simples, como calçar sapatos, cortar as unhas dos pés ou entrar e sair de veículos. Com o tempo, a dor pode tornar-se constante, ocorrendo inclusive durante o repouso noturno.
Diagnóstico preciso O diagnóstico é estabelecido através da avaliação clínica detalhada, onde o especialista analisa a marcha e a amplitude de movimento do quadril. Exames de imagem são fundamentais para confirmar a gravidade do desgaste. A radiografia simples costuma ser o primeiro passo para visualizar o estreitamento do espaço articular e as deformidades ósseas, enquanto a ressonância magnética pode ser solicitada para avaliar lesões associadas nos tecidos moles e o estado do osso subcondral.
Tratamentos disponíveis O tratamento varia conforme o estágio da degeneração e o impacto na vida do paciente. Inicialmente, foca-se em medidas conservadoras para controle da dor e melhora da função, como o uso de analgésicos e condroprotetores. Procedimentos intervencionistas, como a viscossuplementação (aplicação de ácido hialurônico), ajudam na lubrificação da articulação. Em casos de desgaste severo sem resposta ao tratamento clínico, a artroplastia total do quadril é a solução definitiva para restaurar a função.
Reabilitação e cuidados pós-tratamento A reabilitação é um pilar central, seja no manejo conservador ou após um procedimento cirúrgico. A fisioterapia atua no fortalecimento da musculatura estabilizadora do quadril e core, além de trabalhar o ganho de flexibilidade e a correção da biomecânica da marcha. O acompanhamento médico contínuo é vital para monitorar a evolução do quadro e garantir que o paciente mantenha um estilo de vida ativo, protegendo a articulação de sobrecargas desnecessárias.