Principais causas do impacto femoroacetabular As causas são predominantemente anatômicas e podem estar presentes desde o desenvolvimento ósseo na adolescência. O tipo Cam surge de uma proeminência óssea na transição entre a cabeça e o colo do fêmur, enquanto o tipo Pincer ocorre quando a borda do acetábulo é muito saliente. Fatores genéticos e a prática intensiva de esportes que exigem amplitudes extremas de movimento potencializam o surgimento dos sintomas ao longo do tempo.
Sintomas que indicam o pinçamento A dor na região da virilha é o sintoma clássico, muitas vezes descrita como uma pontada profunda que piora ao sentar por longos períodos, dirigir ou praticar atividades físicas. Muitos pacientes realizam o “sinal do C”, segurando o quadril entre o polegar e o indicador para indicar a localização da dor. Sensações mecânicas como estalos, travamentos e perda de flexibilidade para cruzar as pernas também são sinais frequentes de alerta.
Diagnóstico e avaliação ortopédica O diagnóstico é clínico e radiológico, começando por testes físicos específicos que reproduzem o pinçamento no consultório. Radiografias de alta qualidade permitem visualizar as alterações ósseas de Cam e Pincer. No entanto, a ressonância magnética é essencial para avaliar os danos internos, como as rupturas do labrum e lesões iniciais da cartilagem, sendo o guia principal para a escolha do tratamento.
Tratamentos ortopédicos e reabilitação O tratamento conservador foca na modificação de atividades e na fisioterapia especializada para fortalecer a musculatura estabilizadora e corrigir desequilíbrios biomecânicos. Procedimentos de intervenção em dor, como infiltrações, podem auxiliar no controle da inflamação aguda. Em casos onde a dor persiste ou há bloqueio mecânico, a cirurgia por artroscopia é indicada para remodelar o osso e reparar as estruturas lesionadas, devolvendo a função normal ao quadril.