Tratamento conservador em fases iniciais Se a displasia for leve e a cartilagem ainda estiver preservada, o objetivo é proteger a articulação. O tratamento conservador foca na modificação de atividades (evitar esportes de alto impacto) e no controle de peso para reduzir a carga. A fisioterapia é essencial para fortalecer os músculos que “seguram” o quadril no lugar (estabilizadores), compensando a falta de cobertura óssea.
Procedimentos intervencionistas Pacientes com displasia frequentemente sofrem lesões no labrum (o anel de cartilagem que tenta compensar a falta de osso). Nesses casos, as infiltrações articulares guiadas por imagem podem ser utilizadas tanto para o alívio da dor aguda quanto como teste diagnóstico. O alívio temporário da dor após a infiltração ajuda a confirmar que a origem do problema é, de fato, a articulação do quadril, e não a coluna ou músculos.
Cirurgia em casos avançados A abordagem cirúrgica depende da idade e do grau de desgaste. Em adultos jovens com cartilagem saudável, pode-se realizar a Osteotomia Periacetabular (Cirurgia de Ganz), que reposiciona o osso da bacia para cobrir melhor a cabeça do fêmur e preservar o quadril. Já em casos onde a artrose avançada já se instalou, a cirurgia indicada é a artroplastia total (prótese de quadril) para eliminar a dor e restaurar a função.
Reabilitação e acompanhamento A reabilitação na displasia visa a estabilidade articular. O fortalecimento muscular deve ser cuidadoso para não sobrecarregar a articulação rasa. O acompanhamento médico regular com radiografias é vital para monitorar a saúde da cartilagem e decidir o momento certo de intervir cirurgicamente, antes que o desgaste se torne irreversível.