FRATURAS POR ESTRESSE NO QUADRIL

A fratura por estresse no quadril ocorre quando forças repetitivas superam a capacidade do osso de se reparar, gerando microfissuras que podem evoluir para uma fratura completa. Esse processo progressivo compromete a estrutura óssea e, se não tratado, pode levar a complicações graves. Identificar a condição precocemente é fundamental para preservar a articulação e garantir um retorno seguro às atividades.
Essa doença pode surgir em decorrência de sobrecarga, comum em atletas como corredores, ou em ossos enfraquecidos por condições metabólicas ou nutricionais. Afeta tanto atletas jovens quanto idosos com osteoporose, e seus sintomas mais comuns são dor profunda na virilha que piora com a atividade e alivia com o repouso. O tratamento varia conforme a localização da fratura, sua gravidade e o nível de atividade do paciente.
Tratamento conservador em fases iniciais Para a maioria das fraturas por estresse de baixo risco, o tratamento conservador é eficaz. Isso inclui a suspensão imediata das atividades de impacto e, frequentemente, o uso de muletas para retirar a carga sobre o quadril. O repouso é a base do tratamento, permitindo que o processo natural de cicatrização óssea ocorra sem novas agressões.
Procedimentos intervencionistas Quando a cicatrização óssea é lenta ou em fraturas de maior risco que ainda não deslocaram, procedimentos intervencionistas podem ser considerados. Dependendo do caso, terapias para estimular a consolidação óssea podem ser utilizadas. A fixação profilática com parafusos pode ser indicada para estabilizar a fratura e prevenir um deslocamento completo.
Cirurgia em casos avançados Nos casos mais graves, como em fraturas por estresse de alto risco (colo do fêmur) ou naquelas que já se deslocaram, a cirurgia passa a ser a principal alternativa. O procedimento mais comum é a fixação interna com parafusos, que estabiliza o osso e permite uma cicatrização adequada. Em situações mais raras e complexas, outras abordagens cirúrgicas podem ser necessárias.
Reabilitação e acompanhamento Independentemente do tratamento escolhido, a reabilitação desempenha um papel central no processo de recuperação. Após a confirmação da cicatrização óssea, a fisioterapia auxilia na correção de desequilíbrios musculares, fortalecimento e na promoção de um retorno gradual e seguro ao esporte. O acompanhamento médico com exames de imagem é crucial para monitorar a consolidação e autorizar a progressão das atividades.
A escolha da abordagem correta depende da localização da fratura (alto ou baixo risco), da idade do paciente e do seu nível de demanda funcional. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, especialmente com exames como a ressonância magnética, maiores são as chances de sucesso com o tratamento conservador e de evitar uma fratura completa.
Com dedicação ao tratamento, adesão às orientações de repouso e um programa de reabilitação bem executado, é possível controlar os sintomas, garantir a cicatrização óssea e retornar às atividades de forma segura e sem dor.