Principais causas da osteonecrose Traumas diretos, como fraturas ou deslocamentos do quadril, são causas comuns devido ao dano nos vasos sanguíneos locais. Além disso, o uso prolongado de medicamentos corticoides, o consumo excessivo de álcool e certas condições metabólicas ou autoimunes também aumentam o risco. Em alguns casos, a causa é idiopática, surgindo sem um fator desencadeante óbvio, o que reforça a importância da vigilância médica.
Sintomas que indicam a necrose óssea O sintoma cardinal é a dor profunda na virilha ou na região glútea, que pode irradiar para a coxa e o joelho. Inicialmente, a dor surge apenas com o apoio do peso ou movimentos específicos, mas pode evoluir para um desconforto constante, mesmo em repouso. O surgimento de uma claudicação (mancar) e a perda progressiva da flexibilidade para cruzar as pernas são sinais de alerta de que a estrutura óssea está comprometida.
Exames e avaliação da saúde óssea A avaliação começa com o histórico clínico e testes físicos de mobilidade. Embora as radiografias possam mostrar alterações em estágios mais avançados, elas costumam ser normais nas fases iniciais. Por isso, a ressonância magnética é indispensável, sendo o exame mais sensível para detectar o edema ósseo e a extensão da necrose antes que ocorra o colapso da cabeça femoral, permitindo um planejamento terapêutico preventivo.
Tratamentos ortopédicos e intervenção As opções variam conforme o estágio da doença e a idade do paciente. Em fases precoces, a descompressão do núcleo femoral é utilizada para reduzir a pressão interna e estimular o fluxo sanguíneo. Terapias regenerativas e o uso de enxertos ósseos também são considerados para preservar a articulação. Em casos de colapso ósseo evidente e dor persistente, a artroplastia total de quadril (prótese) é a solução mais eficaz para restaurar a função e eliminar a dor.