Sintomas característicos Os principais sinais incluem dor na região lombar baixa, tipicamente unilateral (de um lado só), ou dor profunda na nádega. A dor pode irradiar para a virilha ou para a parte de trás da coxa, piorando ao subir escadas, ficar muito tempo em pé, correr ou ao virar-se na cama. Muitas vezes, há dor ao sentar, forçando o paciente a apoiar-se sobre o lado oposto para aliviar o desconforto.
Diagnóstico preciso O diagnóstico é feito pela combinação do exame clínico, com manobras específicas que provocam a dor na articulação sacroilíaca, e exames de imagem. Radiografias podem mostrar sinais de artrose ou inflamação crônica, mas a ressonância magnética é o exame mais sensível para detectar a inflamação (edema ósseo) precocemente e avaliar as estruturas adjacentes em detalhe.
Tratamentos disponíveis O tratamento inicial é conservador, focado em controlar a inflamação com anti-inflamatórios e fisioterapia. A fisioterapia visa corrigir desequilíbrios musculares, fortalecer o core (músculos abdominais e lombares) e estabilizar a pelve. Quando a dor persiste, procedimentos intervencionistas, como a infiltração de corticoides na articulação guiada por imagem (Raio-X ou ultrassom), são altamente eficazes para aliviar a inflamação e permitir o avanço da reabilitação.
Reabilitação e procedimentos avançados A reabilitação é essencial para a recuperação a longo prazo, focando na estabilidade pélvica e na correção da biomecânica. Para casos crônicos e refratários que não respondem às infiltrações, a denervação por radiofrequência (um procedimento de intervenção em dor que “desliga” os nervos que causam a dor) pode ser considerada. A cirurgia de fusão sacroilíaca é uma opção rara, reservada apenas para casos de instabilidade grave ou dor intratável.