Síndrome do Ressalto no Quadril: Por Que Meu Quadril Estala?

A Síndrome do Ressalto no Quadril é caracterizada por uma sensação de estalo audível ou palpável durante certos movimentos da articulação, como caminhar, levantar-se ou realizar exercícios. Embora muitas vezes seja indolor no início, o atrito constante dos tendões sobre as proeminências ósseas pode evoluir para quadros inflamatórios, bursites e dor crônica, afetando a qualidade de vida.
Essa condição é frequente em atletas, dançarinos e pessoas que realizam movimentos repetitivos de flexão e extensão do quadril. Entender a origem do estalo seja ele externo (na lateral), interno (na virilha) ou intra-articular é o primeiro passo para buscar o tratamento ortopédico adequado e evitar o agravamento da lesão e o desgaste das estruturas.
Principais causas do ressalto no quadril O encurtamento muscular e o desequilíbrio biomecânico são as causas mais comuns. A tensão excessiva na banda iliotibial ou no tendão do iliopsoas faz com que essas estruturas “saltem” sobre os ossos durante o movimento. Além disso, alterações intra-articulares, como lesões no labrum ou corpos livres, também podem gerar travamentos e estalos profundos, limitando a função articular.
Sintomas que indicam a síndrome O sinal mais evidente é o som de “clique” ou a sensação de salto ao mover a perna. Quando há inflamação associada, surge dor na lateral do quadril (ressalto externo) ou na virilha (ressalto interno). Pode haver sensação de que o quadril está “saindo do lugar”, fraqueza muscular e dificuldade para realizar atividades esportivas que exigem grande amplitude de movimento.
Exames e avaliação ortopédica O ortopedista realiza um exame clínico dinâmico, reproduzindo o movimento que gera o estalo para identificar a estrutura afetada. A ultrassonografia dinâmica é excelente para visualizar o tendão saltando em tempo real, enquanto a ressonância magnética é fundamental para investigar lesões internas na articulação, como rupturas labrais, e descartar outras patologias ósseas.
Tratamentos ortopédicos para o ressalto A base do tratamento é conservadora, com fisioterapia focada no alongamento das cadeias musculares encurtadas e fortalecimento dos estabilizadores pélvicos. Infiltrações guiadas podem ser usadas para aliviar a dor aguda e a inflamação da bursa. A cirurgia, geralmente por artroscopia, é reservada para casos que não respondem à reabilitação ou possuem lesões estruturais associadas que precisam de reparo.
Buscar orientação médica ao notar estalos frequentes, mesmo que indolores, é essencial para prevenir o desgaste dos tendões e o surgimento de bursites secundárias. O acompanhamento regular possibilita ajustes na biomecânica e evita a cronificação do problema.
Com o diagnóstico correto e a adesão ao tratamento, a maioria dos pacientes elimina o atrito doloroso e recupera a suavidade do movimento. Cuidar dos sinais que o corpo emite é a melhor forma de preservar a saúde articular e o bem-estar a longo prazo.