Principais causas do ressalto no quadril O encurtamento muscular e o desequilíbrio biomecânico são as causas mais comuns. A tensão excessiva na banda iliotibial ou no tendão do iliopsoas faz com que essas estruturas “saltem” sobre os ossos durante o movimento. Além disso, alterações intra-articulares, como lesões no labrum ou corpos livres, também podem gerar travamentos e estalos profundos, limitando a função articular.
Sintomas que indicam a síndrome O sinal mais evidente é o som de “clique” ou a sensação de salto ao mover a perna. Quando há inflamação associada, surge dor na lateral do quadril (ressalto externo) ou na virilha (ressalto interno). Pode haver sensação de que o quadril está “saindo do lugar”, fraqueza muscular e dificuldade para realizar atividades esportivas que exigem grande amplitude de movimento.
Exames e avaliação ortopédica O ortopedista realiza um exame clínico dinâmico, reproduzindo o movimento que gera o estalo para identificar a estrutura afetada. A ultrassonografia dinâmica é excelente para visualizar o tendão saltando em tempo real, enquanto a ressonância magnética é fundamental para investigar lesões internas na articulação, como rupturas labrais, e descartar outras patologias ósseas.
Tratamentos ortopédicos para o ressalto A base do tratamento é conservadora, com fisioterapia focada no alongamento das cadeias musculares encurtadas e fortalecimento dos estabilizadores pélvicos. Infiltrações guiadas podem ser usadas para aliviar a dor aguda e a inflamação da bursa. A cirurgia, geralmente por artroscopia, é reservada para casos que não respondem à reabilitação ou possuem lesões estruturais associadas que precisam de reparo.