TENDINITE DO ILIOPSOAS

A Tendinite do Iliopsoas é a inflamação do tendão do músculo iliopsoas, um potente flexor do quadril responsável pelo movimento de levantar a coxa e trazer o joelho em direção ao peito. Quando inflamado, esse tendão gera uma dor profunda na região da virilha e na parte anterior do quadril, que pode ser facilmente confundida com lesões na própria articulação ou hérnias.
A condição é comum em pessoas que praticam atividades que exigem flexão repetitiva do quadril, como corrida (especialmente em subidas), futebol, dança e musculação. No entanto, também afeta sedentários que passam muito tempo sentados, o que leva ao encurtamento crônico do músculo. Os sintomas incluem dor ao levantar a perna para calçar uma meia, entrar no carro ou ao levantar-se de uma cadeira, podendo vir acompanhada de uma sensação de estalo na frente do quadril.
Tratamento conservador em fases iniciais O tratamento inicial foca no repouso relativo das atividades que causam dor e na correção de fatores mecânicos. O uso de gelo local e anti-inflamatórios ajuda a controlar a dor aguda. A modificação de hábitos, como evitar ficar sentado por longos períodos sem pausas para alongar, é essencial para reduzir a tensão contínua sobre o tendão encurtado.
Procedimentos intervencionistas Quando a dor é persistente e limita a função, as infiltrações guiadas por ultrassom são muito eficazes. A injeção precisa de corticoides e anestésicos na bainha do tendão do iliopsoas reduz a inflamação de forma localizada, sem afetar o restante da articulação. Esse alívio da dor facilita a realização dos exercícios de reabilitação necessários.
Cirurgia em casos avançados A cirurgia para tendinite do iliopsoas é rara, indicada apenas quando há um ressalto doloroso (estalo) intenso que não melhora com tratamento conservador ou quando há alterações estruturais associadas. O procedimento, geralmente feito por artroscopia, realiza o alongamento ou a liberação parcial do tendão para aliviar a tensão e eliminar o atrito doloroso.
Reabilitação e acompanhamento A reabilitação é crucial e deve focar inicialmente no alongamento suave do iliopsoas para recuperar sua flexibilidade normal. Progressivamente, introduz-se o fortalecimento dos músculos do quadril e do core para estabilizar a pelve. A correção da postura e da técnica esportiva é vital para evitar que o tendão volte a inflamar com a retomada das atividades.
A tendinite glútea representa um desafio importante na ortopedia, principalmente pela alta frequência com que afeta a população e pelo impacto funcional que causa. O diagnóstico rápido, o foco na reabilitação e no fortalecimento muscular são fundamentais para o sucesso do tratamento.
Com os cuidados corretos, é possível recuperar a mobilidade, aliviar a dor e garantir mais qualidade de vida aos pacientes. A prevenção deve ser valorizada como forma de reduzir a incidência dessa lesão e preservar a independência funcional dos indivíduos.